3º Imagem dos Povos 2007 - Texto 2

por Gabriel Martins

 

O tempo de dois dias é pouco para registrar uma impressão fiel de um festival que abrange uma semana. No entanto, é possível ter uma breve percepção sobre qual ponto se pretende chegar com toda a organização e junção de idéias e artes deste atípico fim de semana. No caso da 3ª Mostra Internacional Audiovisual - Imagem dos Povos, minha sensação final ao retornar para casa foi a de enorme satisfação frente a esta pequena experiência de ser invadido culturalmente e visualmente, descobrindo e redescobrindo um cinema que não me é tão íntimo ainda e que procuro, principalmente depois desta passagem, me aproximar mais.


Frente ao objetivo de traçar impressões deste encontro, me vejo quase na obrigatoriedade de escrever um relato um pouco mais pessoal do que objetivo. Digo a razão: poucas vezes me senti confortável em Ouro Preto como agora, mesmo estando boa parte do tempo sozinho sem a presença de outros polvos e preocupado em entrevistar o maior número de realizadores, centrado nesta espécie de auto-cobrança por algo mais substancial e concreto. Não foram possíveis mais entrevistas devido a diversos fatores, alguns de ordem técnica como atrasos e mudanças na exibição de filmes, outros de ordem do próprio acaso: talvez simplesmente não era a hora certa nem o lugar certo para tentar ser jornalista. No entanto, um interesse comum pode ser percebido nesta sucessão de experiências audiovisuais que, por mais distintas que tenham sido em suas abordagens, formaram uma unidade essencial quando o assunto foi falar da terra, falar do seu, pensar as origens e o território. Mesmo que a idéia mais explícita fosse a de intercâmbio cultural, também foi possível perceber claramente uma busca pela revisão da identidade de um país. O que é pertencer a um território? Como falar disso? Como se configura esta espécie de cinema etnográfico que aqui parece estar em foco? Como a tentativa é desenhar por partes, inicio aqui a fragmentação deste diário de bordo improvisado, uma revisão analítica sobre o todo.



Chineses simpáticos, textura de ovelhas e a turista Lucélia (Sexta-Feira – 28/09/07)

 

por Gabriel Martins


Não me aprofundarei tanto na noite de abertura, pois maiores detalhes e análises constam no texto de Mariana Souto, que também cobriu este início de mostra. O clima era de enorme satisfação tanto do “lado Brasil” como do “lado China”, felizes nesta junção cultural que invadiu Ouro Preto. Falou-se em política, falou-se de Shaanxi (o prefeito desta cidade estava no evento) como Manuel Bandeira fala de Pasárgada, falou-se de crescimento conjunto e de alegria pela troca, sempre enfatizando a importância do intercâmbio cultural. Uma apresentação de teatro de sombras trouxe ao público uma boa sensação de pré-cinema, antecipando parte do que veríamos logo depois em tela maior. É sempre um conforto esse tipo de troca, onde não há mais adultos ou crianças. Todos riem da ilusão.


Logo depois foi dada voz a Lucélia Santos, que falou de seu projeto Brasil/China, Um amor do outro lado do mundo, parceria com o produtor Diler Trindade. Há quinze anos ela faz essa ponte Ocidente e Oriente, agora efetivada através da produção de dois filmes de longa-metragem e quatro episódios de TV sobre uma estória de amor entre uma daqui e um de lá. Foi exibida uma montagem de apresentação do filme (de forma making-óffica com time-codes) que hoje se encontra em fase de finalização. A primeira impressão é a de um romance novelístico à la National Geographic. Vários planos de vídeo-institucional e uma visão voltada para a geografia e beleza das locações. Amor turístico. Veremos se dá certo...

 

O Casamento de Tuya, de Wang Quan’an

 

O longa-metragem de abertura foi O Casamento de Tuya, vencedor do Urso de Ouro no 57º Festival Internacional de Cinema de Berlim. Carregado de simbolismos impressos em uma textura seca (as ovelhas guiadas por Tuya formam um belo mosaico), o ótimo filme investe na prisão que Tuya se encontra frente aos homens que participam da sua vida. A sensação final é a de uma ordem que não será rompida, e aí sofremos com esta personagem que ao mesmo tempo é vítima e imperativa, sempre em movimento circular. O naturalismo com que o ambiente é tratado mostra uma China com estética menos poética e mais crua, centrada essencialmente em rostos, mais do que em paisagens. O primeiro plano, aqui, nem sempre se funde ao todo. É a impossibilidade da fuga de Tuya. Assim, a sexta me dispensou.

 

*Visto no 3º Imagem dos Povos.



Reverberação Pernambucana: cadê o nosso cinema? – Eric Laurence e os camaleões Aniceto (Sábado - 29/09 - Manhã/Tarde)

 

por Gabriel Martins

Infelizmente, a curta estada não possibilitou presenciar nenhuma sessão dedicada a Pernambuco, estado homenageado desta mostra. No entanto, o cearense Eric Laurence (diretor da premiada ficção Entre Paredes e do documentário No rastro do camaleão, exibido no Imagem dos Povos) se mostrou um bom companheiro de mostra e pôde conversar comigo sobre o processo de realização do curta, sua participação em festivais como este e o estado atual do cinema pernambucano.


Sobre No rastro do camaleão, Eric disse ter pensado primeiramente em uma proposta do documentário não se enquadrar em algum formato pré-estabelecido, permitindo uma associação mais ampla, sem dogmas ou restrições formais. Quando perguntei sobre como ele enxergava a participação do filme em festivais como o Imagem dos Povos, que envolve outras atividades além do cinema e de caráter não-competitivo, ele disse achar ótimo devido ao fato de tanto as pessoas como os realizadores estarem participando simplesmente pelo prazer de ir até a sala para assistir ao filme, sem preocupações quanto a algum resultado final, vencedores e “perdedores”. Há também uma diferença de olhar do público, de certa forma condicionado pelo clima do festival, buscando nos filmes, já antecipadamente, discussões mais sociológicas do que formais ou estéticas.


Quanto à razão da seleção do filme, perguntei a Eric de que forma ele via o documentário como uma representação de Pernambuco. Em dúvida quanto à própria razão da escolha, se demonstrou feliz pela designação e lembrou o fato do documentário ter sido rodado na divisa entre Ceará e Pernambuco, algo que automaticamente já retira as possibilidades de fixação territorial da obra em relação a um estado particular. Quando à questão representativa do cinema pernambucano, reforçada ainda mais por esta ascensão do trabalho feito hoje na região, Eric concordou que há, sim, uma identidade sendo criada, mas que se constitui de um conjunto de vários autores com diferentes olhares, não havendo uma unidade propriamente dita. A busca constante percebida por Eric é a de um cinema cada vez mais autoral, algo facilmente notável em casos como o dele próprio, Lírio Ferreira, Kléber Mendonça Filho e Cláudio Assis.


Continuando a conversa sobre No rastro do camaleão, foi possível perceber um pouco mais do universo de significados que Eric propôs como reflexão do próprio formato. De acordo com ele, a proposta ali é tentar desconstruir o registro documental como realidade. A câmera é ausente, deixando os Irmãos Aniceto, os “objetos”, “livres” para expressão. Ainda reverberando uma discussão aberta em texto sobre o documentário no festival internacional de curtas, Eric ressaltou a questão ética presente na realização de uma obra como esta. A partir do momento em que há montagem, toda uma manipulação ficcional acaba sendo imposta e é inerente à realização do próprio filme. O diretor revelou que quase desistiu do projeto, exatamente por sentir-se incômodo nestes conflitos internos. Um dos assuntos ali abordados é a exploração da imagem do outro e como as classes desfavorecidas e isoladas são retratadas no cinema. Portanto, torna-se compreensível perceber a dificuldade em embarcar em um projeto como este, em que se poderia facilmente cair na mesma armadilha a qual ali se discute.


O filme possuía um roteiro que se caracterizava mais como um guia de intenções de resposta planejadas por Eric, e como direcioná-las. Ele encontrou dificuldades ao ver que os Irmãos Aniceto possuíam um discurso pronto, sendo difícil arrancar espontaneidade deles. O truque, de acordo com o diretor, foi deixar a câmera rodando (captou em formato digital) e literalmente ignorar a fala dos irmãos, esperando que no esgotamento daquele discurso formatado e ensaiado, algo de natural emergisse. Desta estratégia surgiu uma das cenas mais interessantes do filme, aquela em que eles dizem não estarem “falando certo” por não saberem qual é o roteiro. A idéia ali é rediscutir a relação entrevistador e entrevistado, pensando em como esta estrutura de documentário pode ser repensada.


Mesmo na impossibilidade de assistir a alguma sessão da mostra Pernambuco (felizmente já havia visto anteriormente praticamente todos os filmes exibidos aqui, links para críticas no fim do texto), o papo com Eric certamente serviu como um olhar interno frente a este destaque regional atual. A informalidade do encontro pôde proporcionar uma visão além do seu trabalho, efetivando a discussão necessária entre realizador e crítica que sempre tem a acrescentar. O almoço de sábado ali se concluía.



China em enquadramentos: entre o presente e o passado, poesias mortas, anseios contemporâneos, Yin Li e uma van cheia de chineses. (Sábado 29/09 – Tarde/Noite)

 

por Gabriel Martins

 

Celular, de Xiaogang Feng

 

O primeiro do dia foi Celular, exibido na sessão “Panorama da 6ª geração”. A China mostrada aqui tem um quê de preocupação com o novo. O celular é metaforizado como uma espécie de mal contemporâneo, um centralizador de problemas simples que se tornam gigantes. A decadência humana frente às novas possibilidades é o foco central. O protagonista, Yan Shouyi, usa o celular como principal meio de comunicação, escondendo no próprio objeto mensagens de amantes e ligações que se esforça para dissimular. A discussão central é a análise desta transição tecnológica como perda de um romantismo existente na pureza de valores hoje já arcaicos. O filme começa no passado em uma pequena vila, onde um telefone utilizado por toda uma cidade não consegue se conectar a um local específico. Se nesta época o fato de conseguir estabelecer contato era motivo de alegria máxima para o jovem Yan Shouyi, no presente o seu “eu” adulto tentará sempre fugir da comunicação, colocando o celular no silencioso e ignorando chamadas. Localizado predominantemente em espaços urbanos sob bela estética dessaturada (alguns planos-seqüência destacam-se pelo tempo lento dado ao movimento dos personagens), o filme faz uma interessante abordagem psicológica da falsidade de seus personagens frente aos embates cotidianos da China atual. Uma bela ironia encerra o filme: após fugas e fugas do personagem principal, é tirada uma foto dele com um celular. Ali, uma imagem é fixa no tempo, na memória, roubando a privacidade e estabelecendo de forma clara o conceito de uma era de urgências.

 

 

O nó, de Yin Li

 

No sábado à noite, o presente dado foi o longa-metragem O nó, super produção do diretor Yin Li que aborda o amor em duas gerações diferentes, passando-se nos anos 40 e 2000. Nos dias atuais, Wang Byun, que mora em Nova York, envia sua sobrinha para o Tibet para procurar informações sobre um amor do passado, Chen Qiushui, que se separou dela ao sair de Taiwan para a luta pela Nova China. Assim, o filme dedica-se à construção do romance entre os dois ao narrar os acontecimentos que se deram antes e após a separação, paralelamente abordando a busca atual da sobrinha por notícias e passeando por cenários absolutamente fantásticos, estes recortados por planos abertos orgulhosos e viagens panorâmicas de tirar o fôlego. O romantismo exacerbado (e contextualmente natural, uma imagem reforçada pela China de Zhang Yimou) faz um contraponto ao materialismo explícito visto na trajetória da sobrinha. Laptops, web-cam, câmeras digitais, carros equipados com alta tecnologia e vários outros aparatos modernos são exaustivamente mostrados, reforçando um comentário do diretor antes da exibição: em clima descontraído, ele perguntou ao público quem era casado, quem era solteiro e quem estava à procura de alguém, causando a pronta simpatia do público. Em seguida, afirmou ser um dos objetivos do filme retratar a forma materialista de como o amor é tratado nos dias atuais.

 

Além da plasticidade belíssima, que preza por planos longos digitalmente retocados e uma paleta de cores meticulosamente trabalhada (o passado em variações sutis de sépia e tons aquarela, dado que a personagem feminina é uma pintora e está “pintando” este passado na memória), há aqui vários momentos de forte simbolismo e sutileza da direção, tanto como mero artifício de substituição de falas por signos imagéticos, como expressões intensas dos atores (no choro, principalmente) que ao mesmo tempo pontuam a vertente melodramática da narrativa e estabelecem plena conivência com o espectador.

Uma feliz coincidência ocorreu no meu retorno para Belo Horizonte. Tinham programado a minha volta através de transporte da mostra, no domingo logo cedo. No dia, acabei descobrindo que voltaria com um grupo de chineses, participantes da mostra. Sempre uma idéia interessante estar em um van com chineses, não me pergunte o porquê. Enfim, a coincidência boa: neste mesmo transporte iria conosco para Belo Horizonte o diretor de O nó, Yin Li. Obviamente, uma entrevista informal seria obrigatória, caso ele demonstrasse disponibilidade e ânimo. Percebi alguma possibilidade de aproximação através da simpática Zhao Yan, chinesa que arrisca um bom portunhol e pôde intermediar a conversa (o diretor não fala inglês) com muita boa vontade e bom humor.

 

O simpático diretor chinês Yin Li

 

Yin Li disse ver em seu filme uma necessidade de estabelecer uma representação do amor dentro de um contexto politicamente agitado na China dos 40, e de como ocorreu esta transição e intercâmbio cultural entre o antigo e o novo. Ele afirmou a intencionalidade de usar a presença de computadores e celulares como uma representação do jovem e da China atual, e como estas formas de mediação se tornam processos frios de relações pessoais. Cito um exemplo forte do filme, quando Wang Byun se comunica com sua filha através de uma webcam, e esta a mostra o filho do seu antigo amado, que se parece muito com o pai. Extasiada, Byun toca o computador querendo tocar a face, até que um problema ocorre no programa interrompendo a conexão. Ela permanece mexendo com o mouse como se assim pudesse resolver alguma coisa, entrando consequentemente em desespero. Um interessante contraponto é criado, já que ela, ao saber das razões da morte do amado (vítima de uma avalanche), pinta uma montanha em tons fortemente avermelhados. Ali, há além de uma representação expressionista, um contraponto a todo o processo instantâneo de fotografia e filmagem que a sobrinha utiliza.


Quando questionado sobre a questão das divisões entre 5ª e 6ª gerações no cinema chinês, Yin Li afirmou não se encaixar exatamente em uma delas até pelo fato de ser complicado defini-las de forma exata. De acordo com o diretor, esta é uma conceituação da crítica, quando na verdade não há limite ou enquadramento algum. Perguntei-lhe sobre o fato de usar computação gráfica em muitas cenas, principalmente ao se tratar de uma narrativa que enfatiza justamente esta relação de artificialidade. Com muito bom humor ele me perguntou primeiramente em qual cena eu tinha percebido a computação gráfica (preocupado com a qualidade do efeito), seguindo (após exemplificações minhas) dizendo que os efeitos de pós-produção estão presentes simplesmente pela impossibilidade de unir alguns planos, e até mesmo realizá-los, sem interferência da tecnologia. Também atentou para o fato de que todos os efeitos estão colocados de forma a não serem perceptíveis pelo espectador.


Conversando um pouco mais sobre influências para o filme e para o seu trabalho como um todo, principalmente de diretores fora da China, ele disse ter nas raízes cineastas vistos predominantemente durante o período de seus estudos teóricos em escola de cinema. Citou clássicos como Fellini, Antonioni e Bergman, este último de forma mais clara em alguns trechos de O nó. Sobre a “exportação” do cinema chinês para o resto do mundo, afirmou encontrar grandes dificuldades pela questão das diferenças sócio-culturais dos valores ocidentais e orientais, além da diferença do olhar do público e a própria questão prática e financeira de transportar estes filmes e conseguir salas de exibição. Disse ele, de forma sarcástica, que muitos diretores têm que vender os filmes como comerciantes de mercadinhos chineses. O nó vem sendo visto em exibições itinerantes em pequenas mostras e festas culturais, tendo já passado por França, África-do-sul, Canadá e ruma agora para os Estados Unidos, sempre em festivais não-competitivos. Com pouco conhecimento sobre o cinema nacional, destacou Central do Brasil e Diários de Motocicleta, sendo este último uma forte influência nos jovens espectadores chineses. Por fim, demonstrou enorme curiosidade a respeito do Filmes Polvo, vendo como positiva esta discussão específica e diversa sobre cinema e acerca do filme. Logo após dizer isto, perguntou a minha opinião sincera e detalhada sobre sua obra, demonstrando um ótimo humor e vontade de discutir e ser discutido. Certamente um cineasta que tentarei acompanhar de perto.


Em resumo, esta foi a relação que pude estabelecer com o cinema chinês aqui exibido. Quisera eu ter tido a oportunidade de assistir a mais sessões ou simplesmente permanecer mais tempo no festival. De toda forma, pude ver aqui uma China ainda inédita pra mim, e desta forma, ainda mais interessante. Há muito sendo produzido e nem tanto assim sendo discutido, sendo a coletânea do festival um vetor que proporcionará um maior interesse nestes que passaram por aqui e puderam ouvir um pouco mais.


Belo Horizonte acorda? 5 frações de um cenário estranho... (Sábado – 29/09 – Noite)

 

por Gabriel Martins



Cynthia Falabella em 5 frações de uma quase história, da produtora Camisa Listrada

 

Encerrando a noite de Sábado, o Imagem dos Povos pôde acolher a segunda exibição do longa mineiro 5 frações de uma quase história, produzido pela Camisa Listrada que narra 5 histórias dirigidas cada uma por um ou mais diretores diferentes, todos atuantes em Minas. Não entro em enormes detalhes aqui, pois pretendo escrever algo mais detalhado posteriormente em texto específico. O que me chamou mais a atenção no conjunto foi a forma como Belo Horizonte assumiu uma estética atraente. Há tempos não via a cidade com uma fotografia que me agradasse (me vem à cabeça Samba Canção e Bang-Bang), e tratada como um personagem próprio. Há em vários momentos brincadeiras com costumes belo-horizontinos (a pipoca se torna uma boa piada) que traduzem como elo principal do filme a própria cidade. Neste ponto, há claramente uma vontade maior de trazer a contemporaneidade para terras mineiras, desde o uso de planos pouco convencionais e cortes ágeis, até efeitos de edição “espertinhos” de forma a transformar o cenário em um grande videoclipe. Nada decisivamente marcante, principalmente pela irregularidade das histórias, mas definitivamente um filme a ser visto mais pelo ponto de destaque no cinema mineiro atual do que pela proposta ali dentro contida.



Balanço geral: entre a memória curta e uma proposta em eterna progressão. (Domingo – 30/09 – Manhã)

 

por Gabriel Martins


No fim das contas, enxergo ótimas possibilidades de integração cultural em festivais como este. Ficou bem claro que a mostra se destacou mais pelo conteúdo trazido do que pela organização ou divulgação (sessões vazias e algumas deficiências de exibição), sendo que estes pequenos “contras” podem ser facilmente resolvidos com maior experiência e cautela nas edições a seguir.


De toda forma, ver Imagem dos povos foi constatar que realmente há um mundo infinito de possibilidades para as artes, seja na junção delas, seja na reflexão sobre elas no mundo. China e Pernambuco vieram aqui, e aqui para sempre permanecerão, seja como um belo evento, seja como uma memória construída na beleza.

 

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