
por Leonardo Sette

Lembra um fino exercício dentro do próprio universo de um autor. Olhar atencioso e delicado voltado a uma personagem no limite, jovem mulher que chega à prisão (grávida) por assassinar o namorado/amante de alguma forma em legítima defesa, embora nada fique muito claro. Mais consistente e melhor construído que Nascido e Criado, contudo sem a firmeza e concisão de El Bonaerense. Fez pensar em Day Night Day Night (Julia Noktev, 2006, Quinzena). Leonera é um bom filme, que talvez sofra aqui demasiado rigor na análise pelo efeito “en Compétition”.
Filme Citado:
Leonera (idem, 2008/Pablo Trapero)
*Texto escrito no Festival de Cannes - 2008