
por Leonardo Sette, de Cannes
Un Conte de Noël, de Arnaud Desplechin (França, competição)
Primeiro filme inteiramente brilhante na Competicão, esse “conto de Natal” de Desplechin (Reis e Rainha). Adoravelmente sublime. Na coletiva, a primeira pergunta foi se o filme não poderia se chamar A Vida dos Mortos, como o excelente curta-metragem que Desplechin realizou no início da carreira (seu primeiro filme?). Pergunta burocrática, feita pela mediadora para lançar a coletiva. Mas fez pensar que Un conte de Noël poderia bem se chamar Love Streams, talvez. Lindo filme.
Vicky Cristina Barcelona, de Woddy Allen (EUA, fora de competição)
Curioso como filme se assemelha a 2 Dias em Paris, de Julie Delpy, na própria história que conta, além da evidente fonte alleniana no filme de Delpy. Duas serelepes belas jovens americanas em “montanha-russa” numa Espanha almodovariana, sensual, quente, colorida e com Javier Bardem e Penélope Cruz de hosts, humor em cima do clichê de choque cultural e “pudor americano x permissividade latina”. Alguns espectadores pareciam ter ido à sessão (às 22h) em busca de relaxamento após dia duro de trabalho, rindo em automático já nos primeiros planos. Interessante ver Allen continuando após Inglaterra na Espanha e belas atuações de Bardem e Cruz. Mas curioso de fato é pensar em 2 Dias em Paris como experiência mais interessante, mais fresca e acidentada.
Filmes vistos até o momento, em ordem de preferência:
Un conte de Noël, de Arnaud Desplechin – Competição
4 Nuits Avec Anna, de Jerzy Skolimowski – Quinzena
Waltz with Bashir, de Ari Folman – Competição
Leonera, de Pablo Trapero – Competição
Blindness, de Fernando Meirelles – Competição
3 Monkeys, de Nuri Bilge Ceylan – Competição