por Rafael Ciccarini

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Eis que chega ao ar nossa edição de número 34 e, junto com ela, ao menos duas grandes novidades para nós todos: a entrada de um novo polvo, Thiago Macêdo, que vem deixar nossa equipe novamente com oito tentáculos, e a confirmação de nossa terceira cobertura consecutiva do Festival de Cannes, notícias essas que nos deixam enormemente contentes e às quais voltaremos a seguir. Antes, porém, falemos da presente edição.

Dentro de nossa habitual variedade de opções, o leitor encontrará desde textos a respeito de filmes que integram o circuito contemporâneo de exibição quanto olhares direcionados para diretores e/ou países que não comumente vemos por aí abordados, caso, por exemplo, do cinema canadense, que ganha mais um texto de Nísio Teixeira (a lista de textos da edição, bem como suas respectivas colunas, encontra-se logo abaixo deste editorial) e de Lucian Pintilie, nome decisivo do cinema romeno,  cuja obra quase completa é abordada em texto de Leonardo Amaral.

Do contemporâneo, o leitor poderá encontrar dois textos que lidam (entre outros), com Ilha do Medo (capa), novo trabalho de Martin Scorsese, este autor sempre vigoroso e atualmente, não raro, alvo de olhares, assim digamos, consideravelmente descuidados.  Também por aqui, ler-se-á sobre O Segredo dos Seus Olhos, do incensado Juan Jose Campanella, Alice, do não menos incensado Tim Burton, Mente Que Mente, de Sean McGinly e O Amor Segundo B. Shianberg, de Beto Brant. Completa essa edição um novo texto sobre No Meu Lugar, de Eduardo Valente.

Voltando às novidades, então, cabe salientar a alegria de receber em nossa equipe alguém que de alguma maneira já fazia parte de Filmes Polvo: Thiago Macêdo, amigo e, apesar de jovem, figura já manjada das quebradas cinéfilas belo-horizontinas. Alguém que certamente será fundamental daqui por diante, tanto pela sua devoção vibrante ao cinema (no que encontra, obviamente, eco nos demais polvos) quanto por ser alguém bastante afinado com essa mistura de rigor e desvario que se constitui em característica basilar desta peculiar publicação.

E sobre Cannes, esta terceira cobertura vem consolidar uma trajetória que é para nós motivo de imenso orgulho e que, ao mesmo tempo, nos convoca à constante ação: certamente nos impressiona olhar para trás e vermos tudo o que de belo e surpreendente já aconteceu nesses pouco mais de três anos, mas, exatamente por isso, nossa pulsão é a de olhar para frente, a todo um universo que se coloca logo ali – e mal podemos esperar para nele nos chafurdarmos tão intensamente quanto possível.

Convidamos a todos, então, tanto a passearem pelos textos desta edição quanto a acompanharem nossa cobertura diária, que será feita por Rafael Ciccarini e Marcelo Miranda, tanto em nossa sessão de Coberturas quanto em nosso blog. Um grande abraço a todos e sigam conosco nesse caminho; é como em tantos grandes filmes (e na vida?): se não sabemos para onde as coisas vão, que façamos do percurso o grande barato da coisa.

 

 Rafael Ciccarini

 Editor

 

 


Textos da Edição:

Fade-out:     “Juan José Campanella: um cineasta perdido na linguagem dos meios” (“O Segredo dos Seus Olhos”)

 

Story Line: “Alice no país de Tim Burton”.

 

Cinetoscópio: “As marcas do passado e o olhar embaçado do futuro: a obra de Lucian Pintilie”.

 

Fora de Quadro: “A mente que mente ou a glória na decadência”  e “O momento decisivo: Michel Brault e o cinema-verdade no Quebec (II) - La Lutte, Québec-USA ou L’invasion pacifique e Les enfants du silence. »

 

Plano Sequência: “Ilha do Medo”.

 

Raccord: “O Amor Segundo B. Schianberg: ou o amor segundo Gala, o amor segundo Beto Brant”.

 

Corte Seco: “No Meu Lugar: observando quem observa”.

 

Contra-Plongée: “As perturbações de um cinema mentalizado”. (Ilha do Medo e outros).