
por Rafael Ciccarini
Leia aqui todos os editoriais e outros textos escritos por nosso editor, Rafael Ciccarini.
Eis a nossa 27ª edição, que chega a mais um momento bastante especial para a revista, que ao mesmo tempo em que segue suas atividades normais, se desdobra em uma série de atividades direta ou indiretamente ligadas ao exercício crítico para que, resumindo bastante, a coisa possa continuar acontecendo com a paixão e o entusiasmo que vem nos movendo e cuja resposta vem seguidamente nos surpreendendo nos últimos dois anos e alguma coisa.
Atividades tais quais, por exemplo, viabilizar mais uma vez a cobertura do Festival de Cannes, maior e mais importante festival de cinema do mundo, de onde Leonardo Amaral nos enviará textos diários sobre os sempre decisivos filmes que por lá serão exibidos. Nosso leitor sabe que as coberturas de eventos cinematográficos são algo bastante especial para a redação, desde especialíssimas mostras mineiras como Tiradentes, Ouro Preto e Forum.doc até eventos igualmente fundamentais como o Festival do Rio, a Mostra de São Paulo e o Festival de Brasília, que já fazem parte do rol habitual de eventos cobertos pela Filmes Polvo. É um grande prazer colocar (esperamos que definitivamente) um evento como este nessa lista.
Bom, Cannes foi um exemplo. Para além dele, o leitor pode estar certo de que há muito sendo feito e consequentemente aparecerá por essas páginas (e também fora delas). Por ora, apresentamos essa nova edição, especialmente forte e variada, que ainda reverbera o último petardo do mestre Clint Eastwood (qual será seu limite?), mas também passeia por Entre os Muros da Escola (vencedor de Cannes último), Coraline, Watchmen e O Dia em que a Terra Parou. Isso, claro, falando de filmes do circuito atual.
Porque, para fora dele, a edição ainda traz mais dois textos sobre os cinemas de Werner Herzog, ensaios sobre os documentários de Denys Arcand, sobre o primeiro curta-metragem de Alberto Cavalcanti, o Desejo no Cinema e ainda a relação do cinema como o passado e o presente em Maria Antonieta e Amadeus. Por fim, mais um texto sobre a série-fenômeno Lost.
Como sempre fazemos, convidamos nossos leitores para debater conosco sobre esta ou demais edições da revista. Há diversos canais, tais quais nossa comunidade do Orkut, e-mails de contato e também pelo nosso blog, cada vez mais atualizado e acessado. Um abraço, divirtam-se e até daqui a pouco.
Editor
Textos dessa edição:
Close: Amadeus, Maria Antonieta - entre o histórico e o contemporâneo
Story Line: Coraline: interação e metalinguagem
Cinetoscópio: Werner Herzog: a síntese da ficção documental – parte 3, Werner Herzog: uma forma de olhar, uma tentativa de descoberta – parte 4, O desejo no cinema: expressão do corpo feminino e Rien que les heures
Fora de Quadro: Klatoo Barada Nikkto! O dia em que a Terra parou (2008) - último suspiro da Era Bush, desrespeito ao filme de Wise e Denys Arcand, o Velho do Restelo quebequense e seus primeiros documentários: a trilogia histórica - Champlain; La Route de L´ouest e Les Montréalistes - e ainda Montréal, Un jour d´été.
Plano Sequência: LOST – Parte 2: Do brando ao bruto e Watchmen – essência e exposição
Raccord: Entre os Muros da Escola
Corte Seco: Watchmen & Gran Torino: queda e ascensão do herói americano
Contra-Plongée: John Ford e Clint Eastwood: cineastas da (re) conciliação