por Rafael Ciccarini

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Aqui e ali

 

Sem tempo para respirarmos após uma impressionante e excitante maratona de eventos cinematográficos consecutivos (Festival Internacional do Rio, Mostra de São Paulo, Indie, Mostra do Cinema Japonês, Cine-BH, eventos cujas coberturas podem ser acessadas no menu ao lado ou aqui), vem ao ar nossa 23ª Edição, que reforça o caráter amplo e diversificado de interesses e abordagens característicos da revista desde sua primeira edição, além de  coroar este nosso período consideravelmente fértil.

 

Os textos vão desde continuações de mergulhos pessoais em territórios  tão universais quanto particulares (a pequena série sobre o cinema de Agnès Varda – agora em cotejo com Eduardo Coutinho, e a saga sobre o cinema quebequense, por exemplo), passando por diversos filmes do circuito comercial que, lançados recentemente ou a serem lançados em breve, de alguma forma despertaram a pulsão crítica da redação: de Claude Chabrol a Ben Stiller, passando por filmes que, cada um à sua maneira, geraram grande frisson cinéfilo por onde passaram, como A Questão Humana, Leonera (capa),  O Nevoeiro, até exemplares recentes e não menos polêmicos do cinema brasileiro, casos de Linha de Passe e Última Parada 174.  O leitor ainda encontrará, nesta edição, entrevista com o cineasta Guilherme de Almeida Prado, que recentemente lançou seu instigante Onde Andará Dulce Veiga?.

 

Cabe dizer, também, que com as coberturas do Festival Internacional do Rio, Mostra de São Paulo e Festival de Brasília, Filmes Polvo começa, num processo que se quer crescente e irreversível, a estar presente nos principais eventos cinematográficos do país – e eventualmente fora dele (como o caso de nossa cobertura de Cannes).

 

Não se quer dizer com isso, no entanto, que a revista adota uma determinada postura cosmopolita em relação a uma pretensamente insuficiente ou precária cena local. Ao contrário, é justamente por acreditar, incentivar e tentar fazer reverberar um contexto mineiro extremamente rico e instigante – e com isso combater uma postura historicamente comodista e colonizada – que vemos esse processo de forma complementar, como um desdobramento natural da experiência e credibilidade alcançadas a partir dessa vivência febril e cotidiana nesses diversos eventos. Entre outras coisas, se queremos pensar de fato em um Cinema nacional (ou, no mínimo, no fortalecimento de uma cena crítica de características extra-regionais e além-corporativas), é preciso promover o diálogo e a tensão crítica a partir da pluralidade de visões e subjetividades; e Filmes Polvo não poderia se furtar a participar desse processo com toda a força e paixão possíveis.

 

O querido leitor fica, então, convidado a percorrer as páginas de mais essa edição, bem como debater conosco, seja pelos nossos contatos, pelo nosso blog ou em nossa comunidade no Orkut, onde, muitas vezes, continua-se o que aqui se abre como possibilidades várias. Até já.

 

Rafael Ciccarini
Editor

 

 

Textos dessa edição:

 

 

Close:  Linha de Passe

 

Story Line: O Nevoeiro e Trovão Tropical

 

Cinetoscópio: Garota Divida em Dois e Vermelhos e Brancos

 

Fora de Quadro: Especial Quebec – Parte 8 e A Festa Nunca Termina, Control e Joy Division

 

Plano Sequência: Trovão Tropical

 

Raccord: Agnes Varda: Parte 2 – Diálogos com Eduardo Coutinho

 

Corte Seco: Leonera & Mundo Grua e A Questão Humana

 

Contra Plongeè: Última Parada 174