por Rafael Ciccarini

Leia aqui todos os editoriais e outros textos escritos por nosso editor, Rafael Ciccarini.

Eis que se dá um ano de Filmes Polvo e esta 16ª Edição chega ao mesmo em que começa a 11ª Mostra de Tiradentes, que simboliza para nós o início deste misto de projeto, aventura e sonho que marcou esse primeiro ano de nossa revista. Este ano, todos os integrantes de Filmes Polvo estarão em Tiradentes para acompanhar e dar ao nosso leitor o panorama mais amplo possível das obras realizadas por aqueles que vêm empunhando as câmeras pelo Brasil e também reverberar o que ali será debatido nas várias mesas-redondas que estão programadas.

No entanto, a comemoração de um ano da revista não ficará apenas em palavras editoriais: guardamos para os leitores uma bela surpresa que, acreditamos, fará jus ao que tem sido essa bela experiência. Aguardem. Enquanto o futuro não chega, ao tempo presente: os textos de Tiradentes podem ser acessados no banner acima ou por aqui. Em nosso blog também haverá atualizações relativas à Mostra – menos analíticas e mais cotidianas. Aos textos da edição, portanto.

Como é esperado em período de fim de ano e início de outro, a edição conta com dois textos-retrospectivas, ainda que de características bem diferentes: Gabriel Martins, Plano Seqüência, aborda três dos filmes que mais lhe chamaram atenção em 2007: Serras da Desordem, de Andrea Tonacci, Império dos Sonhos, de David Lynch e Jogo de Cena, de Eduardo Coutinho (capa); em texto que lida tanto com suas possíveis aproximações quanto com suas articulações fortemente particulares. Além disso, também aborda o recente Vermelho Como o Céu, de Cristiano Bortone. Já Nísio Teixeira, em seu Fora de Quadro, faz um balanço-crônica daquilo de seu ano cinematográfico em 2007 e, além disso, também traz a terceira parte de sua saga no projeto Cinema No Rio.

Falando em saga, dois polvos terminam suas imersões nesta edição: em Corte Seco, João Toledo finaliza seus textos abordando os filmes de curta duração denominada O Cinema em Quinze Minutos, falando sobre a obra do crítico-realizador Eduardo Valente. Já Leonardo Amaral finaliza sua saga pelo cinema italiano ao falar da obra de Sergio Leone – cineasta mito entre os cinéfilos. Ainda em seu Cinetoscópio, traz texto onde tenta uma instigante aproximação entre Michelangelo Antonioni e Pedro Costa: o encontro do cânone da modernidade cinematográfica com um dos nomes centrais do cinema contemporâneo.

Continuando a exploração pelos textos que compõem esta edição, temos, em Raccord, Ursula Rösele abordando ao mais recente sucesso do cinema brasileiro, Meu Nome Não é Johnny em texto que problematiza suas estratégias e articulações. Ainda, em Close, Mariana Souto lança seu olhar sobre O Homem Sem Passado, o filme que, quando do seu lançamento trouxe à baila o nome de Aki Kaurismaki ao convívio cinéfilo. Por fim, Marcelo Miranda imerge na obra do holandês Paul Verhoeven para a partir dela discutir seu recente A Espiã: o texto se encontra em Contra-Plongée.

Fiquem à vontade e acompanhem também os textos que nos próximos dias começarão a surgir em nossa cobertura. Até a próxima edição, onde esperamos já trazer detalhes das surpresas que preparamos para vocês leitores, ainda no contexto da passagem desse nosso belo primeiro ano de existência. Até já.

Rafael Ciccarini - Editor