
Nísio Teixeira é professor universitário desde 1997, escreve para jornais desde 1988, e quer ser doutor em Ciência da Informação em 2008. À ele as ambições acadêmicas. Mas eu mesmo sou cinéfilo desde, talvez, 1977, depois de assistir ao primeiro filme de Guerra nas Estrelas em algum extinto cinema do centro de BH (ou teria sido em 1980, com os Mosqueteiros Trapalhões, no extinto cinema de Passa Quatro?). Minha primeira crítica foi no extinto jornal do bairro Sagrada Família em 1988, quando contei o final do filme Coração Satânico. No ano seguinte fui trabalhar na extinta locadora Maxi Vídeo como auxiliar de serviços gerais, ou seja, de office boy a balconista, no tempo em que o cliente podia escolher entre a semi-extinta fita VHS e o já extinto Betamax e o meu chefe, Pedro Miranda, deixava que Carla, Michele, Marcelo, Cláudia e eu levássemos filmes pra devolver no dia seguinte. Era também tempo de sessão dupla nos cinemas e de deixar recados no livro do (espero que não extinto) Savassi Cineclube. Depois, com o pessoal do Centro Cultural da Lagoa do Nado fizemos sessões comentadas lá no Parque, antes de começar a atuar como jornalista na área da cultura, em especial no caderno cultural do Hoje em Dia, onde, entre repórter e editor-adjunto, trabalhei seis anos, escrevendo sempre com predominância sobre literatura, música e, claro, cinema. Lecionando há quase dez anos, mas desde 2004 de maneira mais sistemática sobre cinema para o curso de Jornalismo do UNI-BH e, desde ano passado (2006), na Escola Livre de Cinema. No meio do caminho, subi o rio São Francisco com o sensacional projeto Cinema no Rio. E assim vou por esse e por outros rumos para onde o cinema me levar, pois espero que – ao contrário de cinemas, locadoras e mesmo filmes, que um dia acabam ou deságuam em saudade – a paixão pela sétima arte nunca me seja extinta, embora admita que me seja, atualmente, um pouco nostálgica.