Leo Cunha

leocunha@filmespolvo.com.br

Sou filho do cinema. Ou, pra ser mais exato, neto. Meus avós se conheceram na década de 1920, num teatro que passava filmes mudos, no interior de Minas: ela tocava piano; ele, instrumentos de sopro, pra ver a banda passar, ou melhor, enquanto o filme passava. Se não fossem Chaplin & Cia, eu nem existiria. Está no sangue, portanto, a minha paixão pelo cinema. E confesso que é uma paixão desregrada, regada a filmes-cabeça, mas também a filmes-sem-cabeça. Não tenho o menor pudor de dizer que adoro muitas bobagens do cinemão hollywoodiano, especialmente as comédias, a quem eu desculpo quase tudo. Mas também sou fascinado pelo cinema europeu, sobretudo o francês: desde os pioneiros Georges Meliès e Max Linder, passando por Jean Renoir e Jacques Tati, pela Nouvelle Vague de Godard e Truffaut, até chegar em Edouard Molinaro, Patrice Leconte e Francis Veber. Por sinal, Veber e seu anti-herói Pignon são o eixo do meu Doutorado em Cinema na UFMG, iniciado em 2007. Outro tema sobre o qual eu gosto de escrever e pesquisar é a crítica (sobretudo a cinematográfica), tema das disciplinas que eu ministro na pós da PUC-Minas e do UNI-BH, onde também coordeno a especialização em “Jornalismo e Cultura”. Fora isso, já publiquei 3 livros de crônicas e um punhado de livros infanto-juvenis.