- The beaver: mea culpa ou chantagem emocional?
- Passe livre: os Farrelly e a crise da meia-idade
- Cisne Negro: Darren Aronofsky e a autodestruição
- Mario Monicelli: idade, covardia e coragem
- Pôsteres, títulos, créditos: os paratextos de Quentin Tarantino
- Comédia à francesa - parte 4: A Riviera não é aqui
- O Escritor Fantasma – o homem que sabia de menos
- Alice no país de Tim Burton
- Onde vive Spike Jonze?
- Almodóvar 4 em 1
- Comédia à francesa - parte 3: A Grande Escapada
- Amantes e Arraste-me para o inferno: sobre o mal e os males
- Moscou: cinema mais teatro, menos teatro, versus teatro
- Jean, um brasileiro
- Comédia à francesa - parte 2: Os Tios Bons de Pistola
- Comédia à francesa - parte 1: Papai Noel é um Picareta
- Sinédoque: Nova York – Isto não é uma cidade
- Coraline: interação e metalinguagem
- Foi Apenas Um Sonho
- Milk

por Leo Cunha
Trem 174 (ou Duelo sem Titãs)
O clima é de forte tensão em torno do seqüestro. As negociações se estendem há horas, o desenlace é imprevisível. A multidão ao redor não sabe o que esperar, nem para quem torcer. Por um lado, deseja a vitória da justiça, a prisão e o julgamento seguindo os ditames da lei. Por outro lado, sabe que não é fácil confiar nesta mesma lei. Como ter certeza da retidão de seus métodos e intenções? Será que a melhor saída não seria fazer justiça com as próprias mãos?
Após ameaças de todos dos lados, o seqüestrador sai finalmente ao ar livre. Está decidido a escapar do cerco e traz a vítima agarrada ao seu corpo, a arma apontada para sua cabeça. Qualquer erro, qualquer vacilo do outro lado, pode gerar o disparo, a morte do refém, o fim de tudo, ou talvez o começo da carnificina.
O que ninguém esperava é que, no meio da tensão, alguém já decidira jogar por terra toda a possibilidade de negociação. Já decidira resolver tudo por conta própria, surpreendendo o seqüestrador, matando-o e salvando o refém. Com tal lance de astúcia, viraria o verdadeiro herói de toda aquela história.
Mas o tiro erra o alvo. Em vez do seqüestrador, é o refém quem recebe a bala e cai morto.
Esta cena é real e não é. É ficção e documentário. Atual e antiga. Ela pode ser vista no documentário Ônibus 174, de José Padilha, lançado em 2001. Pode ser vista, também, com pequenas variações, no western Duelo de Titãs, de John Sturges, lançado em 1959. Países diferentes, épocas diferentes, gêneros diferentes. Mas, no fundo, duas histórias afins, que põem em xeque os limites de certo e errado, as noções de esperteza e perícia, os delicados jogos do poder. E que põem em relevo as diferentes imagens que (re)criam o espetáculo da violência.
O estopim
O documentário de Padilha investiga um evento que paralisou o país em 12 de junho de 2000. O seqüestrador era Sandro Rosa do Nascimento, um rapaz negro, menino de rua, que aos 6 anos vira a mãe ser degolada, numa favela carioca. Depois disso, sem pai nem mãe nem avós, fugiu do local e rodou por vários bairros, pelo centro da cidade, sobreviveu à chacina da Candelária, passou várias vezes pelas Febens e cadeias do Rio, foi maltratado e torturado, fugiu outras tantas vezes, até acabar morando nas ruas da zona sul. Praticamente sem vínculos com o passado e a família, passava os dias realizando pequenos assaltos e cheirando cola e pó. Até que, naquele dia fatídico, já com 20 anos de idade, resolveu assaltar o ônibus da linha 174, em pleno bairro do Jardim Botânico, bem diante do Parque Lage onde Glauber revelou a Terra em Transe.
No início, o assalto parecia corriqueiro. Uma das reféns chega a telefonar para seu emprego, dizendo algo como “avisa o chefe aí que eu vou atrasar um pouco pro trabalho, tô agarrada num assalto”. Mas tudo mudou rapidamente, quando as redes de TV chegaram ao local. O assalto virou seqüestro, o rapaz, até então “invisível” como todos os moradores da rua, virou foco de todas as câmeras e resolveu inverter o jogo.
Já Duelo de Titãs conta a história do xerife Matt Morgan (Kirk Douglas), um sujeito de passado aventureiro (pra dizer o mínimo), mas que há alguns anos se decidiu pelo lado da lei. Morgan é casado com uma índia e tem com ela um garoto. Na primeira cena do filme, mulher e menino atravessam um descampado numa charrete quando dois cowboys resolvem persegui-los, a cavalo. A charrete acelera, tenta fugir, mas os dois a cercam e ameaçam. Desde esta primeira cena, já se percebe que se trata de um neo-western, com índios vítimas e cowboys bandidos. A mulher ainda consegue dar uma chicotada que rasga o rosto de um dos rapazes, mas a charrete acaba capotando, numa curva. Na frente do menino em pânico, os dois estupram e assassinam a índia (era só uma índia, eles alegam, depois...). O menino foge e consegue avisar o pai. Quando Morgan chega ao local do crime, encontra a mulher morta e uma única pista: uma sela com as iniciais CB marcadas a fogo.
As iniciais são de Craig Belden (Anthony Quinn), ex-companheiro de “farra” de Morgan. Os dois amigos não se vêem há anos e, enquanto Morgan seguiu o caminho da lei, Belden preferiu virar ele próprio a lei. É ele quem manda e desmanda numa cidade próxima, sintomaticamente chamada de Gun Hill. Revoltado com a morte da filha, o sogro de Morgan deseja uma vingança ao estilo indígena, ou seja, escalpelando os assassinos. O xerife, porém, se nega a fazer justiça pelas próprias mãos: está decidido a resolver tudo dentro da lei, ou seja, pretende encontrar os rapazes, julgá-los e só então enforcá-los. De posse da sela, Morgan pega o trem para Gun Hill e jura que de lá só retorna trazendo presos os dois assassinos.
Enquanto o trem faz seu trajeto, a imagem corta para Gun Hill. Ali, ficamos sabendo que um dos assassinos é Rick Belden, o “filho do homem”. Logo se vê que é um rapaz extremamente covarde e superprotegido pelo pai, que o criou sozinho (a mãe morreu). Quando Craig questiona o filho sobre a cicatriz no rosto e a perda da sela (que, no velho oeste, correspondia praticamente à carteira de identidade), o rapaz mente: alega que foi roubado e que os ladrões o feriram e levaram a sela. Mas a verdade logo virá à tona, quando o xerife Morgan chega à fazenda de Belden carregando a sela e relata o que aconteceu: sua esposa foi estuprada e morta pelo dono daquela sela. Belden se assusta e logo deduz a besteira que o filho cometeu. Ainda tenta desconversar, para livrar o filho, mas a cicatriz no rosto não deixa dúvidas. Para convencer o ex-companheiro a deixar as coisas como estão, alega que já salvou sua vida, no passado. “É do meu filho que estamos falando”, implora Belden. “Não. É da minha mulher que estamos falando”, retruca Morgan.
O xerife vai para a cidade e se instala num hotel. Em seguida, numa ação arrojada, consegue penetrar pelos fundos de um saloon, seqüestra Rick e o leva para o hotel. Ali, de um quarto no segundo andar, é que vão se desenrolar todas as negociações. Craig Belden insiste que não há como Morgan escapar, pois o hotel está cercado, e pela última vez acena com a paz: promete que Morgan escapará ileso se libertar o garoto. Morgan, irredutível, repete que não sai dali sem o assassino.
Duelo de Titãs
A imagem
Em Duelo de Titãs, a situação tem tudo para dar errado. Morgan está sozinho com o refém, num local comandado pelo próprio rival. Do lado de fora, todos são inimigos, não exatamente por se preocuparem com o rapaz mimado e irresponsável, mas sim por medo e obediência a Craig Belden. Mas existe um detalhe: trata-se de uma peça de ficção, e com isso o espectador, identificado com a luta e os princípios do xerife, espera pelo final feliz. Ainda assim, pela construção hábil do roteiro, não há como imaginar qual a saída possível para o impasse.
Já no campo da nã0-ficção, o seqüestro do ônibus tinha tudo pra acabar bem. É o que garante um dos entrevistados, policial do BOPE. Encapuzado, só os olhos à mostra, voz alterada por computador, ele explica que, pelas circunstâncias, a “ocorrência” estava sob controle: Sandro estava cercado, dentro do ônibus. A polícia, do lado de fora, tinha ampla visão do que ocorria lá dentro pelas janelas. Além disso, o histórico do BOPE era uma garantia: nunca o batalhão de elite tinha “perdido um refém”. Ainda segundo o membro da Tropa, a diferença do BOPE para os demais batalhões é que os PMs comuns são pessoas que não conseguiram se inserir no mercado de trabalho e buscaram a polícia como última oportunidade de emprego. Na Tropa de Elite não: ali os soldados têm vocação, são selecionados, passam por um treinamento intenso, tanto físico quanto psicológico.
Nos casos de ocorrências com reféns, o BOPE costuma trabalhar com quatro alternativas táticas: a negociação; o uso de agentes não letais; o sniper (atirador de elite) e a equipe de assalto – preparada para invadir a cena do seqüestro. As quatro opções estavam disponíveis e deveriam agir em grupo, coordenadas por um gerente, que no caso seria o Coronel Penteado. Oportunidades não faltaram para alvejar Sandro, que diversas vezes punha o braço e a cabeça para fora do ônibus. A situação era perfeita para o tiro de um sniper. Então, o que deu errado?
Como explica outro policial, o uso do sniper, embora tecnicamente a opção mais viável e aconselhável, iria resultar em meio quilo de massa encefálica sendo projetado nos vidros do ônibus, ao vivo, pra todo o Brasil. Por isso, na hora da decisão, alguém de cima (o governador? o secretário de segurança pública?) interferiu pelo celular, não autorizando a ação.
Em Duelo de Titãs, o todo poderoso Craig Belden também não autoriza a invasão do hotel. Não está preocupado com a repercussão pública, mas somente com a segurança do próprio filho. Já em Ônibus 174, o que se observa é um autêntico duelo sem titãs, pois os verdadeiros manda-chuvas estavam longe, instalados confortavelmente em seus palácios e escritórios.
Outra saída possível, para o BOPE, era facilitar a fuga do seqüestrador. Um representante da PM explica, no filme, que situações como esta costumam dividir “filosoficamente” a polícia: há quem defenda a facilitação da fuga, como a saída mais segura para todos e com menor risco para o refém. Certamente é o que a PM já fez inúmeras vezes. Mas, de novo, o dilema: como escolher esta opção se a cena do crime estava rodeada de TVs transmitindo tudo ao vivo?
Sandro, cada vez mais transtornado e/ou drogado, não parava de se movimentar e gritar dentro do ônibus. Em dado momento, uma das entrevistadas afirma: “A televisão permitiu que ele se sentisse poderoso, na medida em que ele sabia que estava sendo filmado e queria ser filmado.” Sua sensação era de que o mundo inteiro estava assistindo aquilo. E a certeza de que ele existia, que as pessoas finalmente estavam olhando pra ele, o menino invisível que conseguia impor sua visibilidade, redefinir a narrativa social, agora como protagonista. Assim, trocava sua alma e sua vida pelo momento de glória.
Ônibus 174, aparentemente, é composto por três tipos de imagens: aquelas registradas pelas câmeras de vigilância das ruas do Rio, as gravadas pelas equipes de telejornalismo que logo chegaram ao local e ainda as imagens feitas pelo próprio Padilha, algum tempo após o fato. Mas há um quarto tipo de imagem que assombra aquela história. Uma imagem que jamais aparece, mas que certamente fazia parte do imaginário de todos os envolvidos (Sandro, suas vítimas, os policiais). Esta imagem é a do cinema, sobretudo os filmes de ação, os policiais e os bangue-bangues.
Uma das entrevistadas chega a afirmar: “Se o Sandro fosse um camarada violento mesmo, ele ia matar não só os reféns, ia ser bala pra todo lado, ia ser tipo filme americano.” Esta é uma chave importante para entender o que ocorreu. Quando se trata de roubos, seqüestros, tiroteios, nossa principal referência dramática e visual é mesmo o cinema americano. Com certeza Sandro havia assistido a vários destes filmes com assaltos mirabolantes, tomadas de reféns, negociações teatrais, fugas espetaculares. Uma “tia” conta para Padilha que o garoto ficava horas parado diante da TV. Mas, curiosamente, Sandro grita várias vezes para a polícia, para os transeuntes e para nós, o público: “isso aqui não é filme não!”
Da mesma forma, os policiais certamente conheciam muitas destas imagens de cor. Até que ponto a visão de mundo de um policial é influenciada e contaminada pelos filmes a que ele assistiu no cinema ou nos telecines da vida? Em que medida ele se espelha naquelas imagens, naquelas ações, naquelas estratégias? O próprio treinamento do BOPE, como mostrado por Padilha em seu filme seguinte, Tropa de Elite, não ecoa as inúmeras cenas de treinamentos e confrontos ficcionais vistos nas telas? O professor Márcio Seligmann-Silva é um dos que acredita que a influência é grande. Em texto recente, ele argumenta que o comportamento dos policiais do BOPE, em Tropa de Elite, tem uma dívida clara com o cinema:
“Na última cena do filme estamos tão identificados positivamente com Matias, provável substituto de Nascimento, que temos a descarga final de uma catarse (gozo) prazerosa quando ele explode a cara do traficante Baiano, que se debatia a seus pés (cena, aliás, que lembra a famosa cena final do filme de Clint Eastwood de 1992, Unforgiven – um western sobre o fim deste gênero –, quando o protagonista estoura a cara do ‘malvado’ Littel Bill Daggett). Esta cena é paradigmática no filme de Padilha. (...)
Os ‘pistoleiros sem nome’ encarnados por Clint Eastwood têm muito em comum com o capitão Nascimento, apesar deste último apresentar crises existenciais e ter uma vida familiar que são raros dentro do padrão do herói do western. O paralelo se dá na função de heróis que encarnam a força e a violência, a competência necessária para lidar com o mal e com a anomia do ambiente ao redor. Existe um castigo dos violentos ‘fora-da-lei’, não importando se este castigo para ser executado exigiu também a violência extrema e mais uma dúzia de mortes.” (SELIGMANN-SILVA, 2008).
Outro crítico que traça um paralelo entre o caso Sandro e o universo imagético hollywoodiano, mais especificamente o universo de Tarantino, é J. Hoberman, do Village Voice, para quem o estilo reality-TV de Padilha “ilumina toda uma ordem social e, de certa forma, as fantasias vingativas que perpassam um filme como Kill Bill” (embora este filme seja posterior ao de Padilha, ambos estrearam juntos nos EUA).

Cena de Ônibus 174
Ato final
Se no Rio de Janeiro a polícia desistiu da hipótese de “facilitar” a fuga do seqüestrador, com medo da má repercussão midiática, em Duelo de Titãs uma luz se acende para o xerife Morgan. Linda (Carolyn Jones), ex-amante de Craig, está magoada com ele, que a humilhou em favor do filho. Por isto ela, que conheceu o xerife no trem a caminho de Gun Hill, enxerga nele o brio e a coragem para peitar Craig, coisa que nem ela mesma conseguiria fazer. Dentro do hotel, ela pergunta a Morgan como poderia ajudar e ele explica que, para sair dali, ele precisa de um rifle. Linda resolve se vingar de Craig e colaborar com a fuga, arranjando a arma para o seqüestrador.
Com este rifle apontado para a cabeça de Rick e sua própria arma na outra mão, Morgan consegue finalmente sair do hotel. Craig ordena que o xerife local e todos os capangas abaixem as armas, para não pôr o filho em risco. Mas eis que surge Lee, o outro rapaz que participou do estupro e do assassinato da esposa de Morgan. Julgando-se mais esperto, mais corajoso, mais preciso que qualquer um, ele se esgueira entre as casas e becos, sem ninguém percebê-lo. E então, no momento em que Morgan e Rick chegam à estação, prestes a embarcar no último trem que sai de Gun Hill (este é o nome original do filme, Last Train from Gun Hill), Lee dispara contra Morgan, crente de que vai virar o herói do dia. Mas, como citei no início do texto, o tiro erra o alvo e é Rick quem morre.
No Jardim Botânico, a tensão é imensa. Assim como o xerife do faroeste, Sandro também pede mais armas. Descontrolado, finge que já matou uma das reféns, ameaça outra, com a arma apontada para sua testa, grita pela janela, de forma quase profética: “Isso é porque você tá querendo ser herói. Isso é porque você tá bancando o espertinho”.
Neste ponto, o espectador já está envolvido pela polifonia elaborada brilhantemente por Padilha – pondo em diálogo as vozes e pontos de vista mais diversos, familiares, policiais, reféns, amigos de Sandro além da própria voz do seqüestrador no momento do crime – e se não chegamos a torcer por Sandro (como certamente torcemos pelo xerife Morgan), pelo menos compreendemos o que o levou até ali. Desejamos o final feliz daquele imbroglio, mesmo já conhecendo a história real. Mas quando o impasse parece não ter mais fim, eis que o seqüestrador, inesperadamente, avisa à professora Geísa, uma das reféns: “Vamos dar uma voltinha”. E desce a escada do ônibus, com a arma apontada para a cabeça da moça. A presença maciça da mídia dava ao seqüestrador a certeza (ou a convicção) de que ele não seria executado.
Foi então que o policial Marcelo, do BOPE, decidiu surpreendê-lo. Sorrateiro, avançou pelas costas de Sandro pronto para disparar. Mas um leve movimento do seqüestrador, virando-se para trás no último instante, foi o suficiente para o agente da lei – embora tão exaustivamente treinado e preparado – errasse os dois tiros, a menos de um metro de distância. Osso duro de roer. E foi Geísa quem morreu.
“Naquele momento ali, a gente viu que faltava muita coisa”, explica um policial, no filme. “Parece que as coisas que a gente vivia pedindo, os equipamentos, os treinamentos, os cursos, tudo aquilo parece que naquele momento desabou.” Ou talvez tenha faltado assistir a um último faroeste, o bom e velho Duelo de Titãs. Quem sabe assim Marcelo tivesse imaginado que seu ato de astúcia, de arrojo, de heroísmo, podia terminar em tragédia, como a que ocorreu na longínqua Gun Hill.
Um dos últimos depoimentos do documentário, dito de forma irônica ou cínica, reforça o limite tênue entre ficção e realidade naquele caso. Ao falar sobre a provável execução de Sandro pelos policiais, dentro do camburão, o entrevistado diz: “o pessoal que estava ali estava querendo ver um espetáculo. E o espetáculo diz o seguinte: o final é a morte do bandido. Isso é coisa comum na nossa sociedade”. E, podemos acrescentar, em nossa memória imagética.
Filmes citados:
Duelo de Titãs (Last train from Gun Hill, EUA, 1959 / John Sturges)
Os imperdoáveis (Unforgiven, EUA, 1992 / Clint Eastwood)
Kill Bill (idem, EUA, 2003 / Quentin Tarantino)
Ônibus 174 (Brasil, 2001 /José Padilha)
Tropa de Elite (Brasil, 2007 /José Padilha)
Textos citados:
HOBERMAN, J. “A Brazilian street kid holds a bus (and a country) hostage”. In: Village Voice, 07/10/ 2003.
SELIGMANN-SILVA, Márcio. Violência e cinema: um olhar sobre o caso brasileiro hoje. Texto inédito, apresentado no curso “Entre o sublime e o abjeto”, oferecido no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFMG, em maio de 2008.







