Passada a nossa cobertura do Festival de Cannes e aquecendo as baterias para mais uma cobertura da Cineop, chega aos leitores nossa edição de número 28. Impressionante como o tempo passa rápido quando fazemos o que gostamos e acreditamos e o quanto, a cada nova edição, conquista ou nova possibilidade que se abre para a revista a nossa sensação é sempre do mais absoluto frescor, de tudo a ser feito: o cinema, seja de ontem ou de hoje, pode ser sempre novo, desafiador, sempre uma aventura.
Dito isso, apresentamos ao leitor uma edição que julgamos bastante coerente com nosso espírito atual, que tem algo de deslumbre e equilíbrio, que faz da pluralidade não um refúgio para o aleatório, mas um resultado natural de esforços diversos de pesquisas e estudos de nosso corpo de redatores, que, ao mesmo tempo em que compartilham o que parece ser o fundamental por aqui (uma especial junção de paixão e rigor) têm diferenças bastante saudáveis que, ao fim, fazem com que a Filmes Polvo não tenha uma visão única e fechada do fenômeno audiovisual, mas visões, olhares, aproximações que, no entanto, não se furtam a empreender defesas veementes e provocações que se entendem como urgentes e necessárias. E muitas vezes o são.
Aos textos, pois, começando por uma série de revisitas a nomes e filmes centrais da história do cinema e que têm mergulhos extremamente intensos em seus universos: de Alain Resnais a Brian De Palma, chegando a um dos mestres maiores do cinema japonês e mundial: Kenji Mizoguchi. Também Godard e Buñuel são abordados a partir de filmes específicos e especiais: Viver a Vida e Susana, a perversa. Ainda temos Hitchcock e Orson Welles aproximados em texto que relaciona A Dama de Shangai e Um Corpo que Cai, títulos cuja importância prescinde de maiores comentários.
Já do circuito co...
"Viver a Vida", de Jean-Luc Godard






