Uma revista entre Vardas, Mojicas, Lynchs, Tatis, Blogs e Orkuts
Eis que Filmes Polvo chega à 22ª Edição. Ao leitor mais acostumado ao ritmo da imprensa diária e ao timing da indústria cultural, o acesso diário a uma revista eletrônica que tem edições um pouco mais esparsadas (ainda que com blog, sessões e coberturas atualizadas com constância) e menos comprometidas com questões como “valor agregado”, “concorrência” e “dinamismo”, não dê a idéia do quanto é agitado, conturbado, trabalhoso e, sobretudo, profundamente excitante o dia a dia vivido entre os filmes, textos, sonhos e – não sejamos ingênuos – pesadelos compartilhados.
Nesse intervalo entre-edições, por exemplo, fora a habitual convivência diária e obstinada com os filmes, tivemos desde mostra integral dos curtas-metragens de Agnès Varda (capa), que acabou por motivar um dos textos da presente edição, ao Festival Imagem dos Povos, cuja cobertura pode ser lida aqui, à exibição de filmes do mestre Jaques Tati (que também ganhou texto) passando pela inesquecível visita de David Lynch a Belo Horizonte e seu imenso carinho e disponibilidade para com a equipe Polvo e sua justificada euforia com essa que talvez somente seja comparável em importância cinéfila à famosa visita de Orson Welles à cidade, há quase setenta anos atrás.
Aliás, já que falamos nisso, impressionante como o tempo-cinéfilo é outro, diferente do tediosamente lógico (?) e linear ‘tempo real’. Ao lembrarmo-nos das imagens de Cidadão Kane e de Welles no Brasil (sobretudo quando e...
Agnès Varda e atores no set de "La Pointe Courte"






