Mostra de Cinema Japonês e Indie 2008

9/10/08

Caríssimos,

já no ar textos da Mostra do Cinema Japonês: Glória ao Cineasta, Tampopo - os Brutos também comem Spaghetti, Sad Vacation, Amor e Honra e Obrigado Papai Ishii. Além dos textos, leiam a entrevista com o diretor japonês Masahiro Kobayashi, que esteve em Belo Horizonte para acompanhar a abertura do evento.

Começa hoje o Indie 2008 - Mostra de Cinema Internacional, com exibição de diversos filmes até o dia 16/10, no Usina Unibanco de Cinema e no Cine Humberto Mauro em Belo Horizonte. Já no ar, textos dos filmes: Ato de Violência e O Silêncio de Lorna.

Em breve o fechamento do Festival do Rio 2008, pelo nosso editor Rafael Ciccarini (atolado entre o recém-retorno e suas aulas).

Acompanhem nossas atualizações diariamente aqui no blog e em nossa seção Coberturas

Entrem em contato!

Abraços,

Equipe Filmes Polvo 

Festival do Rio e Mostra do Cinema Japonês

6/10/08

Caros leitores,

aguardem mais atualizações de ambas coberturas da nossa revista. Nosso editor chegou ontem do Rio de Janeiro e publicará na seção Coberturas, suas últimas impressões e avaliações dos filmes vistos por lá.

Em breve, textos dos filmes M - Vidas Duplas, Tori-San Reencontra Lily, Na Hora de Fechar, Obrigado Papai Ishii, Glória ao Cineasta, dentre outros. Já no ar, textos dos filmes O Renascimento e Amor e Honra, além de uma avaliação feita pelo polvo Marcelo Miranda da Mostra do Cinema Japonês.

Continuem conosco.

Abraços,

Equipe Filmes Polvo

Festival do Rio 2008 - sexto dia

3/10/08

por Rafael Ciccarini

Pessoal, estão no ar textos sobre Juventude, de Domingos de Oliveira e Feliz Natal, de Selton Melo, além de outros vistos nesses dias de Festival do Rio 2008.

Retorno a BH no domingo e essa reta final vai ser da pesada: daqui até lá tem simplesmente Lucrecia Martel, Pablo Trapero, Eric Rohmer, Hong Sang-Soo e Francis Ford Coppola, sendo Sang-Soo hoje (sexta) os outros TODOS no sábado.

É ou não é um sábado dos sonhos de qualquer cinéfilo? Espero sobreviver. E contar como foi. 

Abraços a todos!

Festival do Rio 2008 - Segundo dia

30/09/08

por Rafael Ciccarini

Ei pessoal, dois dias de Festival Internacional do Rio, em meio à loucura habitual em festivais desse porte, dou aqui o primeiro sinal de vida.
 
A situação aqui não é das melhores: como não possuo notebook e a sala de imprensa é basicamente em outra cidade, está bastante difícil uma atualização mais constante. Resta tentar lan-houses (como é o caso de agora) nos quase inexistentes intervalos entre as diversas exibições.

De toda forma tentarei postar aqui no blog impressões gerais e quaisquer bobagens que porventura me pareçam dignas de registro e, na página de coberturas, alguns textos que der pra escrever.  O que posto hoje é de Festa da Menina Morta, de Matheus Nachtergaele.

À noite uma geral com impressões dos filmes vistos até aqui. Adiantando um pouco: destaques para A Cidade de Sylvia e sobretudo para a obra-prima: Aquele Querido Mês de Agosto.

Abraços e até já.

Japão e Rio de Janeiro

30/09/08

Ainda esta semana o Filmes Polvo vai cobrir dois eventos cinematográficos de importância. Um é o Festival do Rio, para onde o editor Rafael Ciccarini embarcou e logo deve enviar notícias e críticas dos inúmeros filmes lá em exibição. O outro é a Mostra de Cinema Japonês, que começa em Belo Horizonte na próxima sexta, dia 3, e segue até o dia 9 com quase 40 longas produzidos em terras nipônicas, tanto clássicos quanto contemporâneos. Fique ligado no Filmes Polvo para mais novidades.

Paul Newman (1925-2008)

27/09/08

A melhor cena de ação super-heróica do cinema?

25/09/08

 

Confira aqui.

“Última Parada 174″ tenta o Oscar

16/09/08

 

“A decisão não foi unânime, mas foi consensual.”
Silvio Da-rin, secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, sobre a escolha do filme de Bruno Barreto para tentar vaga nas indicações ao Oscar 2009 de filme estrangeiro, feita por uma comissão de profissionais do ramo.

Walter Salles, Linha de Passe e o Oscar

15/09/08

por Marcelo Miranda

A dúvida persistia: por que Linha de Passe não foi inscrito no Ministério da Cultura para tentar a pré-indicação ao Oscar de filme estrangeiro? Walter Salles em pessoa quem esclareceu a dúvida, num comunicado publicado hoje no site do filme.
Abaixo, a íntegra do texto:

Sobre o Oscar de Filme Estrangeiro, por Walter Salles
(14/9/08)

“Participar da campanha pelo Oscar de melhor filme estrangeiro é um processo mais complexo do que parece. Já percorri essa estrada e sei que sem uma dedicação de vários meses, as chances de um filme selecionado por um país chegar à final e possivelmente ganhar são escassas.

Fazer parte da Mostra Competitiva dos mais importantes festivais do mundo é um processo altamente seletivo, que oferece um retrato amplo do cinema independente mundial e se encerra em poucas semanas. A corrida para o Oscar, ao contrário, não se decide em um único evento e sim em etapas sucessivas. É como a diferença entre uma corrida de 400 metros e uma maratona - só que com barreiras…

Uma campanha realmente competitiva para o Oscar começa nos prêmios que são outorgados no final do segundo semestre pelo National Board of Review, a mais antiga associação de críticos dos Estados Unidos, e continua com os prêmios da crítica especializada das maiores cidades daquele país. Para cada um desses eventos, é necessário apresentar o filme, realizar debates, fazer dezenas de entrevistas desde meados do segundo semestre.

Em anos especialmente disputados, lançar o filme nos Estados Unidos até outubro ou novembro é um trunfo importante. Quando “Central do Brasil” ganhou o prêmio de melhor filme estrangeiro do National Board of Review em dezembro de 1998 e depois o Globo de Ouro, já tínhamos lançado o filme nos Estados Unidos e realizado dezenas de debates através do país. Roberto Begnini, que ganhou o Oscar em março de 1999, lançou o seu filme ainda mais cedo, mudou-se para Los Angeles e passou vários meses em campanha.

“Linha de passe” foi realizado sem incentivos fiscais, graças ao financiamento de uma companhia especializada em viabilizar filmes independentes e à pré-compra feita por vários distribuidores independentes europeus. Esses distribuidores que acreditaram no filme antes dele existir estão lançando o “Linha” nos próximos meses em seus países. Para ajudar esses lançamentos, me comprometi a estar presente de setembro a janeiro em festivais e debates na Inglaterra, Bélgica, Grécia, Dinamarca, França, Itália, etc. Para se ter uma idéia, só nessa semana, temos debates no National Film Theater em Londres, apresentações na London University e em outras universidades, projeções para membros do Bafta e mais de cem entrevistas com a mídia inglesa.

Não há possibilidade de se fazer um trabalho de fundo em duas frentes ao mesmo tempo. Daniela Thomas e eu conversamos longamente sobre isso e, como ela deverá estar filmando um novo projeto em outubro e novembro, não teremos como dividir as atenções até o final do ano.

Para fazer algo pela metade, é melhor não fazer. Se tivéssemos inscrito “Linha de passe” e ganhado a indicação do Brasil, não teríamos como representar o país com a responsabilidade que se faz necessária. Agradecemos a todos que torcem pelo filme e desejamos o melhor ao longa brasileiro que for escolhido pela comissão.”

E, de novo, Mojica (nunca é demais)

15/09/08

por Marcelo Miranda

Quando achamos que o assunto esgotou, vem Jorge Coli, grande crítico de arte no Brasil, e escreve um belíssimo texto sobre Encarnação do Demônio no caderno Mais! da Folha de S.Paulo. Como o acesso virtual é apenas para assinantes, reproduzo o artigo abaixo.

Ponto de fuga

As garras do mestre


A força que as imagens de José Mojica Marins apresentam não deriva de uma técnica ou de uma estratégia; ela se impõe por uma intuição cinemato-gráfica que a escola não ensina


JORGE COLI
COLUNISTA DA FOLHA

Depois de décadas, José Mojica Marins termina um filme. Traz de volta o formidável personagem de Zé do Caixão. Nenhum declínio nos poderes criadores do cineasta. Ao contrário, eles se confirmam, renovados. Fazem de “Encarnação do Demônio” não apenas sua melhor obra até agora como uma criação excepcional dentro do cinema brasileiro. A força impressionante que suas imagens apresentam não deriva de uma técnica ou de uma estratégia. Ela se impõe por uma intuição cinematográfica que a escola não ensina.

O novo filme mostra que Mojica não tem nada de um primitivo, como se costuma classificá-lo. Primitivo, nesse caso, é um álibi indulgente, que permite o sorriso e o olhar desdenhoso do espectador esnobe. Mojica nunca fez cinema com regras acadêmicas: ele sempre inventou as suas próprias, em que expõe seu universo atormentado. No início de sua carreira, a técnica era rude, mas ele transformava as limitações em qualidades. Era obrigado a inventar soluções inéditas que se encadeavam, expressivas. Agora, domina, tecnicamente, mas não se acomoda nunca a qualquer convenção. Diante das produções anêmicas próprias à assim chamada “renascença do cinema brasileiro”, cheia de bons moços e filmes bonitinhos, “Encarnação do Demônio” se abate com fúria criadora e esmaga tudo.

Do começo ao fim, em cada instante, o filme tem um poder de verdade. Verdade, em arte, não quer dizer verossimilhança nem realismo. Quer dizer expressão convicta e convincente. As situações e personagens, absurdos, em “Encarnação do Demônio”, passam a palpitar com uma vida que só os artistas mais altos conseguem obter.

Sanha
Seria impossível, para qualquer outro, sustentar ao longo do filme aquela fala de bicho-papão que passou a fazer parte do personagem Zé do Caixão. Mojica, no entanto, evita a caricatura e impõe ao público fascinado suas criaturas estrambóticas. Elas podem ser absurdas, como um monge que parece saído de algum folhetim gótico escrito há um século, mas que se afirma com grandeza misteriosa.

Quando esse monge surge em meio às delícias masoquistas de uma surpreendente autoflagelação, compreende-se de imediato que o cinema de Mojica não admite a banalidade e que por trás dos clichês há um mundo. Os policiais militares são os inimigos. Mostram-se como agentes do mal, piores que tudo. No entanto em vários personagens o maniqueísmo é evitado. O próprio Zé do Caixão é equívoco, movido por forças contraditórias, em nada esquemático. Há também um sentido social latente, sobretudo na ambientação violenta de uma favela.

Molho
Zé do Caixão virou um ser atormentado. Tem visões horripilantes; uma delas é o José Celso Martinez Corrêa. Mas tem também lembranças, e é uma delícia ver como Mojica incorpora trechos de seus filmes antigos do modo mais natural e necessário. Reciclar o velho: astúcia freqüente e econômica do cineasta, habituado a orçamentos insignificantes, que se torna legítima forma cinematográfica.