Entrevista Fernando Meirelles

12/09/08

Confiram em nossa seção Entrevistas, conversa entre o polvo Marcelo Miranda e o diretor do recente Ensaio sobre a Cegueira, Fernando Meirelles. Para lê-la, clique aqui.

Edição 22 no ar

10/09/08

Caros leitores,

no ar, mais uma edição da Filmes Polvo, com os textos:

Close: “A Banda”

Story Line:  “As Aventuras de Molière: jogo de cena” e “Vou de Volta”

Cinetoscópio:  “Jacques Tati: cinema de sutilezas”

Fora de Quadro:  “Especial Quebec – Parte 7 –  Mais anos 1960: Bûcherons de la Montaigne; Trouble-Fête  e  Le Festin des Morts.”  e “Cinema no Rio:  parte 9 e Epílogo”

Plano-Sequência:  “A Banda”  e “A Encarnação do Demônio”

Raccord:   “Agnès Varda – parte 1: divagações para um olhar fotográfico”

Corte Seco:  “Southland Tales – Instável universo paralelo”

Contra-Plongée: “ O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro: histórias para a História”

Confiram, participem, comentem, reclamem, sugiram.

Grande abraço,

Equipe Filmes Polvo

Fernando Meirelles sobre “Blindness”

8/09/08

por Marcelo Miranda

Ainda em tempo: o diretor Fernando Meirelles fala hoje, segunda-feira, a respeito de Ensaio sobre a Cegueira no Roda Viva (TV Cultura, às 22h). Vale a pena. Até porque, visto hoje por este polvo, o filme se mostrou de uma incrível e surpreendente potência cinematográfica. Creio ser o melhor filme dirigido por Meirelles.

Cobertura II For Rainbow - Domingo

8/09/08

Em vários momentos o II For Rainbow demonstra ser um festival de cinema calcado em discussões muito mais sociológicas e políticas do que necessariamente cinematográficas. Discute-se muito a representação do homossexual no cinema, mas vários filmes parecem mais levantar bandeiras e focar diretamente na expressão da classe LGBT (vários documentários de “Cabeças Falantes”) que pensar em como a organização das imagens é parte essencial da discussão proposta na diversidade. São muitos filmes instintivos, necessariamente focados em um tema sem trabalhar conceitualmente a representação deste tema no meio cinematográfico.

Mas houve exceções e, por enquanto, vale citar o que tornou o domingo um dia mais especial. “Línguas Soltas” e “Afirmações”, de Marlon Riggs, traçam um panorama interessante da comunidade negra gay norte-americana. Riggs une a manifestação propriamente dita, de forma panfletária, com a poesia indignada de versos, a melancolia da música e o misto de preconceitos e dificuldades que uma classe duplamente excluída tem que lidar.

Destaco da Mostra Nacional o média metragem “Meu Tempo Não Parou”, filme de Porto Alegre que une entrevistas buscando traçar um breve panorama histórico da homossexualidade na cidade. Desde o começo da prostituição dos travestis até o evidenciamento da AIDS, observa-se um filme muito bem montado, que vai do humor à tristeza mantendo o seu ritmo e fluência.

Fazendo um rápido panorama na Competitiva da noite (em breve, textos aprofundados sobre os filmes), destaco “Para Macedônio”, olhar cearense criativo sobre um momento de Jorge Luís Borges, “Bárbara”, curta mineiro já devidamente analisado aqui no Polvo e “Filthy”, obra do coletivo Queer Fiction que deu “boa noite” ao público da melhor maneira possível: via tortura. Comentários sobre o filme, que definitivamente merece um texto à parte, perduraram até o debate de segunda feira.

Gabriel Martins

de Fortaleza - CE, 30° C

Cobertura II For Rainbow - Sábado

8/09/08

Teve início sábado à noite a Competitiva Brasileira de curtas. “Cinema em 7 Cores”, que reúne imagens de vários longas brasileiros que abordam a homossexualidade, foi uma ótima escolha como abertura. No filme, a homossexualidade no cinema e na mídia é discutida por uma série de entrevistados (atores, sociólogos, cineastas e etc), buscando pensar caminhos de representação mais dignos, menos estereotipados e que, de alguma forma, possibilitem identificação pelo público homossexual.

Dando sequência à sessão e, de certa forma, às idéias do primeiro filme, veio “Café com Leite”, curta que preserva um tom natural e sutil ao longo da narrativa. Destaco também na sessão os curtas “O Almoço (Considere um Jantar)”, que brinca com significante e significado, discussão totalmente pertinente dentro da temática da mostra, e o documentário “Homens”, que fechou a sessão colocando em questão as idéias possíveis a respeito da identidade. Em breve, textos mais profundos sobre estes e outros filmes.

Gabriel Martins,

de Fortaleza - CE

Cobertura II For Rainbow - Abertura

6/09/08

Teve início ontem o II For Rainbow, festival de cinema tematizando a diversidade sexual. Entrei no suntuoso Cine São Luiz ao som de “I Will Survive” levemente temeroso a respeito do que efetivamente estaremos discutindo e pensando aqui. O público, que não lotou as salas (a organizadora da mostra, Verônica Guedes, informou que o festival teve pouca verba para divulgação), demonstrou grande aprovação em relação à iniciativa.

Primeiro foi exibido o vídeo “On My Own”, realizado por alunos de Oficina local. Um ser humano boneco, cabeça de gente e corpo de boneco, prova roupas e maquiagem enquanto canta sobre a solidão. É descoberto e negado pela mãe, uma ação que reflete na posterior negação de sua identidade. Muito aplaudido.

Em seguida foi exibido o longa-metragem “Onde Andará Dulce Veiga”, de Guilherme de Almeida Prado. Prejudicado pela qualidade de som e acústica da sala, além do calor de 30° (algumas desistências durante a sessão), Dulce Veiga obteve, mesmo assim, boa aceitação de quem topou ficar até o fim da projeção. Sobre o filme, digo por enquanto que é uma das obras mais instigantes deste ano no cinema nacional, um filme único. Guilherme de Almeida Prado consegue coordenar um verdadeiro turbilhão de cinefilia, uma declaração de amor à imagem. Em breve, entrevista e texto.

Gabriel Martins,

de Fortaleza - CE

Desabafo sobre o novo Mojica

3/09/08

O melhor desabafo a respeito da incrível incompreensão em torno da figura de José Mojica Marins e de seu cinema, a partir do lançamento de Encarnação do Demônio nos cinemas, veio da pesquisadora Andrea Ormond, autora do blog Estranho Encontro, onde escreve apenas de cinema brasileiro. O blog inteiro é altamente recomendado, mas hoje vai a dica do que escreveu Ormond sobre a recepção ao Mojica. Para ler e aplaudir. Clique aqui.

Cobertura Imagem dos Povos

1/09/08

A mostra Imagem dos Povos - 2008 já se encontra disponível na seção Coberturas de nosso site. Clique aqui para ler textos sobre Floresta dos Lamentos, Vila Submersa, Um Amazonas e Curta 4, Vibrador, A Festa da Menina Morta, além de bate-papo com o crítico Mark Schilling e com o diretor Matheus Nachtergaele.

Nos cinemas, em potência máxima

1/09/08

por Marcelo Miranda 

O Nevoeiro, de Frank Darabont

Grosso modo, o filme é uma mistura de O Anjo Exterminador, Os Pássaros e Ray Harryhausen. E tem, desde já, um dos desfechos mais impactantes e “tapa-na-testa” do ano.

Walter Lima Jr. sobre a crítica

29/08/08

Vejo no Brasil uma disfunção, que é celebrar a inexperiência e a pura e simples investigação como sendo um grande evento. Acho ingênuo e tolo tratar o país como se fosse um laboratório de linguagem. Para se fazer um filme de arte aqui, basta uma coisa: ser o primeiro filme.

Diretor de Os Desafinados, em entrevista à Folha de São Paulo