Cobertura II For Rainbow - Abertura

Teve início ontem o II For Rainbow, festival de cinema tematizando a diversidade sexual. Entrei no suntuoso Cine São Luiz ao som de “I Will Survive” levemente temeroso a respeito do que efetivamente estaremos discutindo e pensando aqui. O público, que não lotou as salas (a organizadora da mostra, Verônica Guedes, informou que o festival teve pouca verba para divulgação), demonstrou grande aprovação em relação à iniciativa.

Primeiro foi exibido o vídeo “On My Own”, realizado por alunos de Oficina local. Um ser humano boneco, cabeça de gente e corpo de boneco, prova roupas e maquiagem enquanto canta sobre a solidão. É descoberto e negado pela mãe, uma ação que reflete na posterior negação de sua identidade. Muito aplaudido.

Em seguida foi exibido o longa-metragem “Onde Andará Dulce Veiga”, de Guilherme de Almeida Prado. Prejudicado pela qualidade de som e acústica da sala, além do calor de 30° (algumas desistências durante a sessão), Dulce Veiga obteve, mesmo assim, boa aceitação de quem topou ficar até o fim da projeção. Sobre o filme, digo por enquanto que é uma das obras mais instigantes deste ano no cinema nacional, um filme único. Guilherme de Almeida Prado consegue coordenar um verdadeiro turbilhão de cinefilia, uma declaração de amor à imagem. Em breve, entrevista e texto.

Gabriel Martins,

de Fortaleza - CE

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