“À Prova de Morte” no Brasil em outubro?

por Marcelo Miranda

 

 O amigo Kleber Mendonça Filho publicou em seu blog que a Europa Filmes pretende lançar no Brasil À Prova de Morte (Death Proof), do Quentin Tarantino, em outubro. Já passou muito da hora, visto que o filme estreou em maio do ano passado (!) na competição de Cannes e já está em DVD (!!) nos EUA.

 Centenas de pessoas já assistiram ao filme em cópias (muito boas, por sinal) baixadas da Internet. Mas, pelo impacto do filme e orientações de gente como o Kleber, que o viu em cinemão, o negócio é a tela grande mesmo. Vale a espera, pra ver ou rever.

 Mas que a demora é absurda, isso é. A Europa alega que o fracasso de Planeta Terror assustou a distribuidora, o que os fez ir empurrando o Tarantino. Sei lá se o raciocínio é válido, visto que, ainda parte de um mesmo projeto, os filmes são bastante diferentes - fora que Tarantino é uma “marca” muito mais forte que Robert Rodriguez. Porém, respeitamos a posição da Europa, ainda que contando com seu esforço para trazer logo o filme ao Brasil.

9 respostas para '“À Prova de Morte” no Brasil em outubro?'

  1. João Toledo Diz:

    mais do que entender de mercado, falta pra essas distribuidoras todas entender mais de cinema - pelo menos é o que os lançamentos indicam. alguém se lembra do absurdo lançamento de Bug? ou mesmo o de Planeta Terror que, além de mal anunciado, foi parar em salas alternativas sendo que claramente tinha um apelo maior com o público jovem, que normalmente vai aos cinemas de shoppings e ignora o circuito “arte”. se foi um fracasso, em grande parte é por culpa deles, que poderiam ter usado Tarantino para alavancar a bilheteria de Planeta Terror. é… vai entender.

  2. Gabriel Diz:

    “À Prova de Morte” cabe em shopping tranquilamente…

  3. João Toledo Diz:

    eu vi Kill Bill no bh shopping com sala lotada…

  4. Marcelo Miranda Diz:

    Eu vi PLANETA TERROR em shopping com sala hiper vazia. Nem sempre o circuito responde ao filme como esperado. O lançamento (?) de BUG foi um absurdo mesmo.

  5. João Toledo Diz:

    Marcelo, qual foi esse shopping? Porque eu também vi Planeta Terror em shopping, sala vazia…

    mas esse shopping era o Ponteio; um shopping de móveis e decoração, pouco movimentado, distante, bem burguês, no meio do nada, com uma sala de cinema de razoável para ruim, com programação de arte e mesmo preço de ingresso dos grandes cineplex de bh… a acepção “shopping” nesse caso é meio tortuosa, né?

  6. Marcelo Miranda Diz:

    Eu vi no Itau Power Shopping. Exatamente o oposto de tudo que você bem definiu o Ponteio… Não teve muita explicação: sala vazia mesmo.

  7. Leo Cunha Diz:

    Não lançar Tarantino é, pra usar uma imagem típica do próprio, dar um tiro no pé. O sujeito, embora não seja unanimidade, tem uma legião de fãs, desde o pessoal mais velhinho, tipo eu, alucinado com Cães de Aluguel e Pulp Fiction, até a turma nova, que seguiu Kill Bill de fio a pavio.

  8. Filipe Diz:

    Olha eu acho que você superestimam muito o tamanho do fã clube do Tarantino. Não estamos em 1997 mais.

  9. Leo Cunha Diz:

    É, pode ser… O Filipe está mais pé no chão. O pessoal da minha geração realmente é fã do cara, mas a turma nova… Afinal, já se vão 14 anos de Pulp Fiction!
    Outro dia, mesmo, eu falei do Tarantino na faculdade e muitos dos meus alunos de jornalismo disseram que só conhecem os Kius Bius, e olhe lá.
    Mas ainda assim eu acho uma pena.

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