David Lynch fala sobre a relação entre o artista e a obra

7/08/08

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David Lynch fala sobre cinema digital

7/08/08

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David Lynch fala sobre Meditação Transcendental

7/08/08

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No ar, na seção Entrevistas…

6/08/08

Leia o papo com a equipe do Filmes Polvo clicando aqui.

Carlosmagno: impossibilidades possíveis

5/08/08

por Marcelo Miranda
* publicado em O TEMPO no dia 29.7.2008


Foto de Léo Fontes/O Tempo

Numa das sessões do Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte do ano passado, uma figura vestida com macacão amarelo e um discurso estranho sobre política e arte chamou atenção do público. Os cinéfilos locais, porém, sabiam bem de quem se tratava. Era Carlos Magno, videomaker celebrado como um dos nomes mais criativos da produção audiovisual mineira e dono de personalidade ímpar.

Um ano depois, o nome é outro - Carlosmagno Rodrigues -, mas a verve crítica e irônica continua a mesma, agora sendo pulverizada: o festival organizou uma retrospectiva completa do diretor. São 21 trabalhos, desde suas primeiras incursões no vídeo até as realizações mais recentes. Para o próprio Carlosmagno, ver toda a sua obra reunida transmite sobre o que, afinal, fala seu cinema. “Na impossibilidade de transformar a idéia original num produto audiovisual, na tentativa de tornar explícito o que eu realmente gostaria de fazer, nascem os meus filmes”, define o diretor.

Todo esse processo do impossível, portanto, é o que chega à tela, em vídeos mesclando ficção e documentário, muitas vezes incômodos e cheios de ícones e símbolos intercalados com a imagem e o som - como em Imprescindíveis, Antes de Tudo, Kalashnicov e Anticristo - Um Vídeo sobre a Minha Morte. Carlosmagno chama seu processo criativo de “revelações decepcionantes”. “Antes eu tangenciava isso, agora estou explicitando. Meus últimos quatro vídeos são assumidamente sobre eu não conseguir criar naquele momento”, conta Carlosmagno. “O tipo de cinema que me interessa é o de coisas subjetivas que atingem as pessoas fora da sintonia do que é o filme.”

Com postura variando entre o escrachado e o iconoclasta, o polemista e o debochado, o intelectual e o popular, Carlosmagno Rodrigues se define como um “monstrengo”, ou simplesmente “alguém que não se encaixa na sociedade de consumo e nos padrões estabelecidos”, em suas próprias palavras. “Sou o que costumam chamar de ‘freak’.”

Não à toa, portanto, Carlosmagno louva na literatura Os Miseráveis, de Victor Hugo, e Crime e Castigo, de Dostoiévski. “São livros sobre a impossibilidade de ser bom”, diz ele. E vai mais longe: enxerga em Jean Valjean e Raskólnikov personagens precursores do que viriam a ser ditadores como Hitler e Stálin. “São homens que sonharam com um modelo de sociedade, mas tentaram não construir e, sim, implantar suas vontades. E se não se constrói junto, não dá certo.”

O cineasta de (quase) 36 anos se assume autêntico comunista. Levanta para o repórter do Magazine os dois punhos fechados, onde se vêem estrelas tatuadas nas dobras dos dedos, e afirma: “Para mim, cada ponta dessas estrelas representa a união dos continentes ao redor do mundo.”

O filho. Carlosmagno Rodrigues é isso. Uma figura cheia de contradições, fábrica constante e efervescente de idéias e conceitos sobre política, arte, cinema, sociedade, quase sempre transmitidos de maneira perturbadora em seus projetos audiovisuais. “Embora eu tenha sonhos, acredito que o mal sempre vence. E me identifico com os perdedores, com os românticos, revolucionários, poetas, aqueles que tentaram, ousaram e se deram mal.”

Ele se formou na Escola de Belas Artes da UFMG (”passei a maior parte do curso dentro da biblioteca”) e não poupa palavras contra a instituição. “Os professores da Belas Artes, com exceções, prezam a mediocridade.” Antes mesmo de completar o curso, Carlosmagno fez parte de uma antologia de videoarte. Enveredou pelo formato logo em seguida. Seu primeiro vídeo chama-se Michelangelo Antonioni (1995), feito a partir de suas reações aos filmes do diretor italiano.

Ainda no começo da carreira, passou a colocar o filho, Bruno, para atuar nos vídeos. “Percebi que, interagindo com meu filho, eu teria chance de uma relação saudável com ele”, conta. “Antes éramos distantes. Quando comecei a fazer os filmes e mostrá-los, ele ficou empolgado.” Bruno tem hoje 11 anos - o nome vem do personagem de Stroszek, de Werner Herzog. O primeiro vídeo a ter sua presença, Targa Stalker, data de 2001, quando ele tinha apenas 4.

Controvérsia. Um dos filmes mais polêmicos e instigantes de Carlosmagno Rodrigues é Igreja Revolucionária dos Corações Amargurados (2006). O diretor foi ao Alto Vera Cruz (periferia de Belo Horizonte) e montou uma falsa igreja na comunidade. Espalhou o boato de que haveria cultos, com slogans como “aqui você não paga dízimo, você recebe” ou “é preciso ganhar dinheiro”.

Os novos fiéis recebiam, de fato, um pagamento para acompanhar a cerimônia. Vestidos com roupas cor de laranja e com discursos fascistas, os “pastores” pregavam a vitória financeira em cima da elevação espiritual. “O filme é uma ação performática sobre a violência. Eu queria provocar. Se possível, até tomar um tiro”, brinca o diretor.

Foram quatro dias instalado num galpão do Alto Vera Cruz – com direito a visita da polícia, alegando “perturbação da ordem”. Tudo devidamente documentado por Carlosmagno e levado à tela como um curta-metragem de linguagem anárquica que dialoga justamente com mídias fascistas. “O que fiz foi exatamente o que as instituições religiosas fazem nas comunidades pobres: infiltram-se, oferecem uma imagem e a possibilidade de prosperar.”

David Lynch em Belo Horizonte

2/08/08

por Marcelo Miranda

A primeira semana de agosto será especial para os mineiros. O cineasta David Lynch aporta na capital do Estado no dia 5 de agosto e fica até o dia 6, cumprindo uma série de atividades de lançamento de seu livro sobre meditação transcedental (leia mais aqui). Sem muitas delongasa respeito da importância de Lynch para o cinema mundial e mais uns milhares de etc etc etc, confira abaixo a agenda do diretor na cidade, divulgada pela assessoria da Gryphus Editora.

Dia 5 (terça-feira)

15h30-17h30 – Meditação coletiva com 3.4000 meninos da Cidade dos Meninos e de Sete Lagoas. Canções de Donovan e Claudia Albuquerque Local: Ribeirão das Neves (1 hora de BH)

20h30-22h – Noite de autógrafos – Local: Leitura Megastore, BH Shopping (Rodovia BR356, Nº 3049 Loja OP-51, Belvedere, Belo Horizonte)

Dia 6 (quarta-feira)

10h45-12h45 – Palestra - Local: Reitoria da Universidade Federal Minas Gerais

16h-17h30 – Evento “Escolha a Paz”. Participação de Donovan – Local: Clube dos Diretores Lojistas (Av. João Pinheiro, Belo Horizonte)

Cobertura 10º Festival Internacional de Curtas – 5º e 6º dias

31/07/08

No ar, textos do quinto e sexto dias do Festival de Curtas em nossa sessão Coberturas:

Competitiva Internacional 5: O Desejo, A Aventura, Torre de Pássaros, Lyyli

Competitiva Brasileira 5: Dreznica, Partida, Mercúrio, Animadores, Trópico das Cabras e Ocidente

Competitiva Internacional 6: O Arco Secundário, Caixa Surpresa, Ao Vivo em Stuttgart e Rima sem fim

Competitiva Brasileira 6: Convite para jantar com o camarada Stalin, Cocais - A cidade reinventada, Saliva, Satori Uso e Dossiê Rê Bordosa

Continuem conosco.

Programação completa do Festival - site oficial aqui.

Abraços,

Equipe Filmes Polvo

O mal em Veneza

29/07/08

por Marcelo Miranda

Encarnação do Demônio, novo trabalho de José Mojica Marins, foi selecionado para a mostra Midnight Movies do Festival de Veneza. Será Zé do Caixão azarando e assustando os incautos freqüentadores de um dos eventos mais prestigiosos do cinema mundial.

Julio Bressane também volta à Lido, com seu A Erva do Rato. De uma outra forma, é também uma verdadeira representação do mal. Dois cineastas que têm o raro poder de sacudir e quebrar a mesmice do atual cinema brasileiro - e, conseqüentemente, inserirem-se dentro de um significativo contexto mundial.

Cobertura 10º Festival Internacional de Curtas - 4º dia

29/07/08

No ar, textos do quarto dia do Festival de Curtas em nossa sessão Coberturas:

EM 1 – Mostra Especial Minas 1: Náusea, Cuco, “Entreaspas”, Tudo Que Tenho a Dizer, Curral, Brincadeiras (do Homem-Aranha) Sem Fim

Mostra Karim Aïnouz: O Preso, Seams, Paixão Nacional/Choque Metabólico Irreversível e Hic Habitat Felicitas

RE 1 – Programa 1: um pé no real: Yu, Fantasmas e ruas de cascalho e De volta às ruas

Competitiva Internacional 4: A Primavera de Sant Ponç, Taxista, Sim talvez e O peixe

Competitiva Brasileira 4: Miravento, Solidão Pública, O Crime da Atriz, Banho de Mar, Pajerama e A Cauda do Dinossauro

Continuem conosco.

Programação completa do Festival - site oficial aqui.

Abraços,

Equipe Filmes Polvo

Cobertura 10º Festival Internacional de Curtas - 3º dia

28/07/08

No ar, textos do terceiro dia do Festival de Curtas em nossa sessão Coberturas:

Série Seis Curtas Malaios: Perdido, Sexta-Feira, Mona, Checkpoint, Kamuting e Pagyau

Competitiva Internacional 3: Filho, Fawn, Ondas e De Volta Para Casa

Competitiva Brasileira 3: Batalha - A Guerra do Vinil, Encanto, Ismar, Areia e Sentinela

Leiam também entrevista do polvo Marcelo Miranda com o diretor malaio Amir Muhammad.

Continuem conosco. Para conferirem a programação do Festival, acessem seu site oficial aqui.

Abraços,

Equipe Filmes Polvo